Archive for Março, 2013

Google Keep: tem futuro!

0

google_keep_iconO Google Keep é um novo produto que a Google lançou nesta semana, sem muito alarde, sem muita pompa. Ele é basicamente um lugar onde você pode fazer anotações, guardar imagens e fazer listas. Um Evernote um pouco simplificado.

Não vou fazer uma descrição detalhada do aplicativo pois o Gizmodo já fez uma muito boa.

Há algumas reclamações sobre o serviço por aí, que neste momento até fazem algum certo sentido, mas analisando um pouco friamente e usando o bom senso, pelo menos na minha visão, não tem base sólida.

Uma reclamação é culpa da própria Google, que nesta semana também anunciou que sepultará o Reader: o que garante que esse serviço também não morrerá? No fundo, nada garante isso! Tudo depende de quantas pessoas o usam e que retorno ele pode trazer para a empresa. E é aí que entram os detalhes que até agora não vi ninguém comentando!

O Reader, por exemplo, era integrado a quais serviços do Google? De cabeça só me vêem à mente o Blogger. E mesmo numa integração mais ou menos. Ele era praticamente isolado. E não é de hoje que a empresa está num movimento de unir os seus serviços num único lugar. Se você quiser usar o Gtalk pela web você acessa o Gmail. E do Gmail você tem acesso aos seus contatos. O antigo Docs passou a fazer parte do Drive (o disco virtual deles). E é no Drive também que são guardadas as trilhas que você grava com o My Tracks. Ao adicionar uma entrada no Calendar você pode anexar um documento……que está no Drive!

E justamente aí entra o detalhe sobre o Keep: ele guarda as informações no Drive também!! Não ali na raiz, mas está dentro do serviço, tanto que a URL de acesso através do navegador é https://drive.google.com/keep/.

Aqui uma das reclamações já não se sustenta mais para o futuro, que é o compartilhamento de notas! Se está dentro da estrutura do Drive, também poderá usar o sistema de compartilhamento deste! Sistema esse, aliás, que funciona muito bem.

Outra reclamação é a falta de aplicativo para outras plataformas. Oras, convenhamos: nada mais justo que a Google privilegiar quem usa seus produtos! Qual empresa não faz isso?

Por último, a simplicidade do produto. Sim, ele é bem simples neste primeiro momento. Mas acredito que para sentir o mercado e a recepção, está de bom tamanho! Se houver uma boa receptividade, certamente ele evoluirá.

Quanto à questão de como ganhar dinheiro com ele…..bem, o serviço está hospedado no Drive, que tem um limite de espaço disponível. Excedeu o limite? Basta comprar mais! A jogada pode não ser ganhar dinheiro com o Keep, mas ganhar dinheiro com o Drive, fazendo com que ele seja mais utilizado!

Utilidade pública: muita atenção ao instalar aplicativos!

0

AndroidsQue o Android é a plataforma mais afetada por malwares não é preciso nem citar. Que parte da culpa é a facilidade de colocar aplicativos na Google Play também é fato. E que outra parte da culpa é da Google por não ter um controle mínimo sobre os aplicativos que lá estão, também não dá pra negar.

Só que o usuário também pode fazer sua parte e perder alguns segundos lendo a descrição do aplicativo e pensando um pouco a respeito das permissões que ele pede. Esse é um ponto no qual eu sempre insisto: por que um papel de parede animado precisa ter acesso aos seus contatos ou ao GPS?

Uma coisa relativamente corriqueira, infelizmente, é um bandido (não há outra palavra para designar alguém que faz isso) pegar um aplicativo legítimo, reempacotá-lo, e enviá-lo à loja numa versão gratuita e raras vezes funcional, apenas para infectar o aparelho da pessoa. Isso está acontecendo neste momento com o jogo Temple Run: Oz (este é o original).

Um bandido espertinho criou um app (este é o fajuto) bem simples, com quase o mesmo nome, gratuito e colocou na Play. Ao rodar o programa tudo que acontece é o usuário ser direcionado para a versão completa (e paga) do jogo. Só que neste caso não são apenas as permissões que ele solicita que são absurdas (acesso ao GPS, acessar os favoritos do navegador e também o histórico de navegação, acesso total e irrestrito à internet, e o pior de todos: rodar na inicialização do aparelho), mas também a própria descrição dele que aparentemente nenhuma das mais de 100.000 pessoas que o instalaram leu: que ele não é o jogo real, mas apenas um link:

temple_run_fake

Outra coisa que pouquíssimos verificam é o site do desenvolvedor. Acredito que perder uns 10 segundos indo até o site para ver se ele é pelo menos real poderia evitar alguns problemas. Nesse caso específico, isto é apresentado:

temple_run_fake_site

Bem suspeito, não?

Outro ponto interessante (se não fosse triste), é que normalmente quem faz isso se aproveita de títulos famosos, mas pagos ou com propaganda. Lançam a “cópia” como se fosse gratuito ou sem a propaganda, para tentar se aproveitar daqueles que pagam algumas centenas de dinheiros pelo aparelho, mas se recusam a pagar alguns poucos trocados pelo programa original.

fonte: Droid Gamers

Go to Top