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A arte de personalizar o aparelho

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AndroidsUma das maiores diferenças do Android para as outras plataformas é a sua versatilidade. O usuário pode alterar total e completamente o sistema. Só que isso também traz alguns inconvenientes. O principal: deixar o aparelho da forma como se quer!

Parece estranho dizer isso, mas o excesso de opções às vezes atrapalha!

Não é apenas qual papel de parede vou colocar, mas quais widgets utilizarei, quais aplicativos terão atalho na tela, até qual launcher usarei! Nestes dias me vi nessa enrascada.

Há um bom tempo usava o SPB Shell 3D. Ele é bonito, com efeitos agradáveis, alguns widgets próprios bem interessantes, e altamente personalizável. Só que recentemente ele começou a dar alguns problemas. Bastava eu abrir uns 2 ou 3 sites no Chrome, e ao voltar pra tela inicial o launcher estava sendo reiniciado. Não seria um problema se acontecesse de vez em quando…..mas esse “de vez em quando” estava virando um “quase sempre”.

A gota d’água, por assim dizer, foi o fato do Photo Sphere não estar funcionando direito justamente por causa de memória! Após tirar um foto com esse recurso, o aparelho começa um processamento na foto, feito em segundo plano. Só que esse processamento é cancelado se não há memória disponível….e nunca mais é feito, aparentemente! E perder uma foto panorâmica por causa disso não é algo aceitável.

Então comecei a procurar por outros launchers. A primeira pergunta poderia ser “por que não usa o padrão do Android, que é muito bom”? A resposta seria: sim, ele é bom, mas falha em alguns detalhes. Por exemplo, não dá para tirar a barra de pesquisa do topo da tela.

Instalei o ADW e comecei a configurá-lo. Estava achando interessante, e decidido a ficar com ele, até que o Lito me indicou o Nova. Instalei, e gostei dele! Bem personalizável, dá pra colocar a quantidade de telas que quiser, também dá para adicionar mais de uma bandeja (aquelas opções que ficam fixas no rodapé da janela), incluir ações para vários gestos (deslizar com um dedo para cima, para baixo, dois dedos, deslizar um ícone, etc.)….

Na época do SPB estava com várias telas: a principal com uma série de atalhos, organizados em pastas, e alguns widgets de controle de energia (ativar/desativar Wi-Fi, bluetooth, sincronização dos dados, silencioso), um controle para ativar o flash como lanterna, indicador de bateria (que mostra uma estimativa de tempo restante de uso), atalho para a câmera e para a galeria. Em outra eu tinha atalhos para alguns contatos mais chamados, mais uma com a previsão do tempo, outra com várias pastas com os jogos, mais um bloco de notas, outra com a agenda e, por falta de espaço, um última apenas com o widget do SoundHound.

Tudo isso trocado por 3 telas! A tela de contatos virou uma instância do Circle Launcher, colocada na tela principal. O indicador de bateria e as pastas com os atalhos continuam lá. Saíram os atalhos da câmera e da galeria! A câmera virou um atalho na bandeja, e a galeria é acessada deslizando o dedo para cima no atalho da própria câmera (cortesia do Nova Launcher)!

A previsão do tempo (widget do Beautiful Widgets) e a agenda (Agenda Widget Plus, já que a padrão do Android é relativamente funcional, mas meio feia) ficaram na segunda tela. A previsão pequena, no topo, e a agenda ocupando o resto.

E na terceira tela os atalhos de alguns jogos, o widget do SoundHound e um outro widget de bloco de notas (o ColorNote).

Screenshot_2012-12-27-17-11-33Uma última coisa estava me incomodando…..o widget padrão de controle de energia é muito feio e totalmente inflexível (esse aí ao lado)! Queria algo mais interessante e que eu pudesse configurar o que deveria aparecer nele. Foi aí que achei o Power Toggles. Você define quais controles aparecerão, em qual ordem, pode definir os ícones, cores, tudo!

Minha tela inicial ainda não está “agradável” aos meus olhos…..mas já está interessante.

Tela inicial

Tela inicial

E quando a nuvem se dissipa?

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Hoje em dia a moda é ter tudo na nuvem, como falam os moderninhos. Ou na internet, como é o fato. Isso traz algumas facilidades, como acesso aos seus arquivos, dados e etc. em qualquer lugar onde exista uma conexão com a internet. É uma facilidade e tanto, fato!

Porém….é claro que há poréns….isso também traz alguns problemas. O primeiro e mais evidente: o que fazer quando não há uma conexão com a internet disponível? Caso o serviço não possa ser usado também de forma offline, eu diria que é pegar seu aparelho e procurar algum joguinho….que já esteja instalado e não dependa de conexão, claro!

Outro inconveniente de depender dos serviços online é que, mesmo que exista uma conexão, nem sempre ela será boa o bastante para poder ser usada sem provocar a queda de alguns tufos de cabelo. Quem já precisou usar o Google Maps e não conseguiu por que a conexão estava ruim?

Nestes últimos dias aconteceu mais uma coisa que demonstra que depender muito dos serviços na internet pode não ser uma boa ideia. Na sexta-feira, devido a uma tempestade, 3 grandes serviços saíram do ar: Foursquare, Instagram e Netflix. Pelo menos foram estes que eu percebi!

O Foursquare ficou instável durante toda a sexta-feira. O Instagram aparentemente ficou inacessível durante várias horas, desde ontem. E o Netflix sofreu interrupção durante poucas horas na noite de sexta para sábado. Isso aconteceu aparentemente devido a uma tempestade no local onde a Amazon mantém parte do AWS, seu serviço de hospedagem (utilizado por aqueles serviços, além de outros tantos).

Outro detalhe importante, que muitas vezes é esquecido pelo usuário e negligenciado por quem provê o serviço é a segurança. Você está confiando seus dados, muitas vezes pessoais e críticos, a serviços que podem não se preocupar muito em guardá-los de forma segura. É incrível a quantidade de serviços que sequer criptografam a senha do usuário…

É importante sempre estar preparado para esses infortúnios, e não confiar cegamente naquilo que você não tem controle algum.

Automatizando ações e expandindo horizontes no seu Android

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Há algum tempo eu li um texto fazendo uma pergunta bem simples: você usa seu smartphone realmente como smartphone?

Existem várias pesquisas que indicam que muitos dos usuários de smartphones jamais instalaram um aplicativo. Isso significa que na maioria das vezes um aparelho comum serviria perfeitamente para esses usuários.

Só que há pessoas que realmente usam os aparelhos em todo seu potencial, e há aqueles que sequer imaginam que o aparelho é capaz de algumas coisas.
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Nokia desenvolvendo para o Android?

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Pois é…estranho, não? Essa é a notícia que vi hoje. A Nokia portaria seu aplicativo social Pulse para o Android e iOS. O Pulse, que ainda está em beta mesmo para aparelhos Nokia, é uma mistura de Facebook com Foursquare com Latitude. Ele permite que você coloque fotos em locais, e compatilhe essas fotos apenas com pessoas que quiser, podendo deixá-las privadas. Basicamente a mesma coisa que colocar geotags numa foto e mandá-la para serviços online que reconheçam isso (Flickr, Picasa, etc.).

O estranho da notícia é: porque a Nokia lançaria um aplicativo para outras plataformas?
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Personalizando (mais) o seu Android

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Já pensou em ter uma tampa de bateria personalizada, com um desenho da sua escolha? Se você é um feliz proprietário de um Galaxy Nexus (e talvez de um Galaxy S II), isso pode ser possível!

Foi criada no Indie Go Go uma campanha para arrecadar fundos para que essas tampas sejam produzidas. O objetivo era arrecadar pelo menos US$1.250,00, só que o valor já chegou a US$4.667,00 (no momento em que escrevo o texto).
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Falhas de segurança: divulgar ou ficar quieto?

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Eu acreditava que falhas de segurança, ao serem descobertas, deveriam ser informadas ao responsável, e depois de algum tempo (principalmente depois que foram corrigidas) divulgadas para evitar que se repetissem.

O problema com esse raciocínio é que ele é lindo na teoria, mas totalmente falho na prática.

Quando uma falha de segurança é descoberta, a primeira coisa que o envolvido tenta é abafar o caso e tentar evitar ao máximo a sua divulgação, por uma questão bem simples: é muito mais barato abafar do que corrigir o problema.

Exemplos?? Vários! Podemos começar pela Symantec, que teve códigos-fonte de programas roubados, e depois os hackers que fizeram o roubo tentaram aparentemente extorquir a empresa. No final os códigos foram liberados e a empresa soltou um comunicado pedindo a seus clientes que deixem de usar alguns de seus produtos por algum tempo.

O detalhe: em 2006 houve uma invasão aos servidores da empresa, onde código-fonte foi roubado, e mesmo assim eles continuaram usando esse código ao invés de refazê-lo…algo que seria muito mais caro e trabalhoso. Mas muito mais seguro.

Outro exemplo é o do recém divulgado problema com o Bilhete Único de São Paulo (bilhete utilizado para pagar as passagens de ônibus, trem e metrô na região metropolitana da cidade). Originalmente quem descobriu a falha diz que avisou a empresa e não liberou nenhuma informação, exceto um vídeo onde mostram o problema. Fez o certo.

Só que hoje chega a notícia de que essa falha já é conhecida há pelo menos 1 ano, e que a empresa (SPTrans) já havia sido avisada, sem ter tomado nenhuma atitude . Resultado? Divulgaram todos os detalhes da falha e de como explorá-la. Agora a empresa será obrigado a se mexer, e muito rápido.

Se a falha já é conhecida a tanto tempo, quantas pessoas será que não se utilizam desse artifício para furtar dinheiro, com conivência da própria empresa que nada fez para impedir?

A partir do momento que uma empresa é avisada sobre uma falha de segurança já se deve supor que essa falha está sendo explorada, portanto a correção do problema requer urgência.

No Android, infelizmente, não existe essa urgência. O motivo é simples: como o sistema é aberto, usa e altera quem quer. É isso que os fabricantes e operadoras fazem e adoram. Aí quando aparece uma falha, que a Google resolve rapidamente, a maioria dos usuários só vai receber essa atualização quando (e se) der na telha do fabricante/operadora.

Basta ver o gráfico de utilização do sistema pelo mundo para ter uma visão clara. O problema não é na troca de versão do sistema, como do FroYo (2.2) para o Gingerbread (2.3), mas nas versões internas, como do 2.3.3 para o 2.3.7. É o mesmo sistema, com correções de bugs e de segurança. Mas que nem todo mundo recebe porque as empresas não tem interesse…

Essas falhas precisam ser divulgadas, e os usuários precisam pressionar pelas correções e disponibilização de sistemas atualizados.

Milhões tiveram seu Android infectado por malware. Será mesmo?

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A Symantec liberou um aviso dizendo que milhares de usuários foram infectados por um malware que pode roubar dados.

A Lookout, outra empresa de segurança, liberou outro aviso dizendo que não é bem assim.

A Symantec em seu comunicado apenas listou os aplicativos supostamente contaminados, sem dizer o que eles efetivamente fazem, ao contrário da Lookout, que foi bem explícita:

  • os aplicativos pegam o seu IMEI, porém antes de enviá-lo ao servidor o ofuscam, de forma que seja possível saber que determinado aparelho já está “cadastrado” no banco de dados da empresa, mas não de forma a que seja possível dizer a quem o aparelho pertence (pois não dá para saber o número original)
  • exibe propaganda na barra de notificação
  • coloca um ícone para um serviço de busca em alguma das telas do usuário (e aparentemente o serviço é legítimo)
  • tem a capacidade de colocar favoritos no navegador do aparelho e alterar sua página inicial

A lista de aplicativos, 13 no total, mostra que eles foram feitos por apenas 3 desenvolvedores. E só de olhar o nome dos aplicativos qualquer pessoa com meio neurônio funcional pensaria um bocado antes de instalar qualquer um deles. Alguns exemplos: Sexy Girls Photo Game, Pretty women lingerie puzzle, Counter Strike Ground Force e Heart Live Wallpaper.

Sobre os dois primeiros é totalmente desnecessário fazer qualquer comentário. O terceiro leva o nome de um jogo já conhecido, Counter Strike. E o último, oras, vamos pensar um pouquinho! A pergunta que eu sempre faço: por que diabos um papel de parede precisa ter acesso a internet, ver os dados do aparelho e alterar os dados do navegador?

De todos os aplicativos, os da Ogre Games continuam no Market. Da iApps7 Inc, apenas um continua disponível. E da Redmicapps dois foram retirados. Portanto dos 13, 7 sumiram (não sei se por ação da Google ou dos próprios desenvolvedores).

O que os apps têm em comum é o uso de um tal Apperhand SDK, que segundo a Lookout nada mais é do que um sistema de propagandas, intrusivo (por exibir mensagens na barra de notificações, incluir ícones na tela do usuário e criar favoritos), mas legal (por não roubar informação alguma). Busquei por mais informações sobre ele mas não encontrei nada muito esclarecedor.

Como se livrar desses inconvenientes? Ao contrário do que está no Meio Bit, basta desinstalar o app.

 

Porque instalar aplicativo pirata é uma péssima ideia

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Um motivo, e que deveria ser o mais óbvio, é pagar pelo trabalho que o desenvolvedor teve. Ninguém trabalha de graça, e sem dinheiro ninguém vive.

Mas há um outro motivo que muitos ignoram: a chance desses aplicativos estarem contaminados por códigos maliciosos é grande, muito grande.

Diferentemente dos vírus de computador que só provocam danos financeiros ao usuário quando eles conseguem acesso aos dados bancários, que hoje em dia é bem mais complicado já que muitos bancos usam códigos de acesso e tokens para permitir as transações, códigos maliciosos no celular podem provocar um belo estrago no bolso do usuário.

Um código malicioso pode facilmente enviar SMS para números premium, como por exemplo aqueles serviços populares aqui no Brasil de piadas, ringtones, e etc., que funcionam na base da assinatura. O usuário só vai perceber no final do mês quando receber a conta ou quando seus créditos terminarem.

O usuário mais atento já se perguntou: o aplicativo não deve pedir pela permissão de envio e recebimento de SMS na instalação? E a resposta é sim! Só que há aplicativos que usam essa permissão de forma lícita, inclusive jogos que usam pagamentos via operadora. Então não dá pra simplesmente não instalar qualquer aplicativo que solicite a permissão.

Para se proteger dos casos que vez ou outra aparecem no Market não é tão complicado. Como sempre o bom senso já é um excelente filtro! Programas com baixa avaliação, poucos downloads e muito recentes já devem deixar a orelha de pé. O próximo passo é analisar se as permissões que ele pede condizem com o que ele faz. Um papel de parede não precisa ter acesso ao GPS, assim como um jogo não precisa fazer chamadas.

Outra dica importante é não cair em tentação de baixar aplicativos que prometem destravar fases ocultas no Angry Birds ou liberar todos os carros no Need for Speed. Isso é perfeitamente possível, mas lembre-se que normalmente os espertalhões se aproveitam daqueles que também querem dar uma de espertos.

E se você acha que os aplicativos que baixa de forma alternativa são iguais aos que estão no Market, não se iluda. A Google possui uma biblioteca para verificação de licença para aplicativos comprados no Market, e os piratas provavelmente podem ter alterado o app para evitar essa validação. E nada impede que tenham incluído código malicioso de passagem….

Saiba em que tipo de rede você está

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Na área de notificação ficam alguns indicadores, quase sempre de estado da bateria e sinal da rede de celular. Caso o wi-fi esteja ativado, também o seu sinal.

Sempre que houver uma conexão de dados no aparelho, através da rede móvel, ali vai aparecer uma indicação de qual tipo de rede está sendo usada. Há 4 possibilidades hoje:

  • G: o pior que pode acontecer! Significa que você está numa rede GPRS. Lembra dos primórdios da internet, onde a conexão era via modem? Então…GPRS costuma ser mais lento que um modem. É um pouco melhor que nada, mas bem pouco. A velocidade máxima de download é de 57.6kbps.
  • E: significa uma rede EDGE. Ela é também chamada de 2.5G ( ou 2G e meio). Até não muito tempo atrás era a rede mais comum aqui no Brasil. O máximo em download é de 236.8kbps.
  • 3G: nem preciso dizer o que significa, né? Velocidades de download de 384kbps (um pouco superior ao EDGE).
  • 3.5G: é chamado de HSDPA (High Speed Downlink Packet Access). As taxas máximas de download podem variar de 1.8mbps até 14mbps, dependendo da implementação da operadora. No Brasil a taxa mais comum é de 7mbps.
  • H: é a HSPA, rede que algumas operadoras estão começando a implantar no Brasil. Alguns podem achar que é o 4G, mas não é! O padrão 4G ainda, digamos assim, não existe como padrão….há várias tecnologias em teste ainda. Ele pode ser considerado um 3.5G plus.

A diferença do HSDPA para o HSPA é que o primeiro apenas mexe nas taxas de download. Para as taxas de upload existe o HSUPA. O HSPA é justamente a junção desses dois protocolos (HSDPA + HSUPA).

Velocidade máxima não significa que você terá essa velocidade! Ela é sempre considerada em CITP, ou Condições Ideais de Temperatura e Pressão. Traduzindo: na vida real nunca serão atingidas.

Agora já sabe: se aparecer no seu aparelho H ou 3.5G, ótimo! Se aparecer 3G ou E não comemore…..mas se for um G, sente e chore!

Watchdog, um cão de guarda para sua bateria

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Watchdog em informática é um termo muito utilizado. Ele significa um processo ou programa que fica monitorando ou tomando conta de outro processo ou programa. Ele cuida por exemplo para que algum processo essencial ao sistema esteja rodando e saudável. Certamente algum watchdog era responsável pela reinicialização do Android algumas versões atrás, quando algum programa do sistema dava crash e para evitar maiores problemas o aparelho era reiniciado.

Pois o tema deste texto é um aplicativo, encontrado no Market, chamado Watchdog Task Manager. O principal objetivo dele não é matar aplicações mal comportadas ou que estejam consumindo muitos recursos, mas sim avisar o usuário disso! Ele fica permanentemente monitorando o uso de CPU para identificar o responsável por acabar com a bateria.
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