Opinião

Google Keep: tem futuro!

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google_keep_iconO Google Keep é um novo produto que a Google lançou nesta semana, sem muito alarde, sem muita pompa. Ele é basicamente um lugar onde você pode fazer anotações, guardar imagens e fazer listas. Um Evernote um pouco simplificado.

Não vou fazer uma descrição detalhada do aplicativo pois o Gizmodo já fez uma muito boa.

Há algumas reclamações sobre o serviço por aí, que neste momento até fazem algum certo sentido, mas analisando um pouco friamente e usando o bom senso, pelo menos na minha visão, não tem base sólida.

Uma reclamação é culpa da própria Google, que nesta semana também anunciou que sepultará o Reader: o que garante que esse serviço também não morrerá? No fundo, nada garante isso! Tudo depende de quantas pessoas o usam e que retorno ele pode trazer para a empresa. E é aí que entram os detalhes que até agora não vi ninguém comentando!

O Reader, por exemplo, era integrado a quais serviços do Google? De cabeça só me vêem à mente o Blogger. E mesmo numa integração mais ou menos. Ele era praticamente isolado. E não é de hoje que a empresa está num movimento de unir os seus serviços num único lugar. Se você quiser usar o Gtalk pela web você acessa o Gmail. E do Gmail você tem acesso aos seus contatos. O antigo Docs passou a fazer parte do Drive (o disco virtual deles). E é no Drive também que são guardadas as trilhas que você grava com o My Tracks. Ao adicionar uma entrada no Calendar você pode anexar um documento……que está no Drive!

E justamente aí entra o detalhe sobre o Keep: ele guarda as informações no Drive também!! Não ali na raiz, mas está dentro do serviço, tanto que a URL de acesso através do navegador é https://drive.google.com/keep/.

Aqui uma das reclamações já não se sustenta mais para o futuro, que é o compartilhamento de notas! Se está dentro da estrutura do Drive, também poderá usar o sistema de compartilhamento deste! Sistema esse, aliás, que funciona muito bem.

Outra reclamação é a falta de aplicativo para outras plataformas. Oras, convenhamos: nada mais justo que a Google privilegiar quem usa seus produtos! Qual empresa não faz isso?

Por último, a simplicidade do produto. Sim, ele é bem simples neste primeiro momento. Mas acredito que para sentir o mercado e a recepção, está de bom tamanho! Se houver uma boa receptividade, certamente ele evoluirá.

Quanto à questão de como ganhar dinheiro com ele…..bem, o serviço está hospedado no Drive, que tem um limite de espaço disponível. Excedeu o limite? Basta comprar mais! A jogada pode não ser ganhar dinheiro com o Keep, mas ganhar dinheiro com o Drive, fazendo com que ele seja mais utilizado!

O que é essa tal de “liberdade” no Android

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Acredito que a coisa que mais se ouve e lê a respeito do Android seja uma tal de liberdade do usuário. O que exatamente ela é? Várias coisas, dependendo inclusive de qual usuário estamos falando.

Para um usuário padrão, que no máximo instala aquele joguinho bacana da Play Store ou aquele aplicativo que todo mundo fala mas que nem lhe é útil, essa liberdade é justamente isso: instalar o que quiser a partir da Play Store (e de fora dela também, sem necessidade de hacks!). Se não estiver contente com o navegador nativo do aparelho, basta ir até a lojinha e instalar o Firefox, ou Chrome, ou Opera, ou Dolphin. E deixá-lo como navegador padrão do sistema. Até não muito tempo atrás a Apple não permitia em sua loja aplicativos que fizessem o mesmo que os nativos do iOS, com a desculpa de “duplicidade de funções”. Você não podia instalar outro navegador, outro discador….

Caso o usuário seja do tipo fuçador, pode instalar em seu aparelho versões alternativas do sistema operacional, ou estender suas capacidades transformando-o num aparelho multiusuário, por exemplo.

E se for um desenvolvedor? Significa utilizar toda a potência do sistema operacional, sem ter acesso limitado ou possibilidades negadas. A Apple coloca no iOS diversas API’s (bibliotecas compartilhadas utilizadas nas aplicações) que os desenvolvedores não podem utilizar…apenas ela! E caso algum aplicativo as utilize, ele é negado na App Store ou retirado de lá (caso já tenha sido autorizado).

A Microsoft está tomando o mesmo caminho. No Windows para plataforma ARM (grande parte dos smartphones hoje existentes), ela fez com que o seu navegador (Internet Explorer) tivesse acesso direto ao sistema operacional, enquanto que os concorrentes precisam usar as API’s disponibilizadas, o que faz com que o IE tenha diversas vantagens. Isso gerou reclamações da Google (que faz o Chrome) e da Mozilla (que faz o Firefox).

Liberdade não é apenas poder escolher entre um fabricante e outro, um modelo e outro, um formato e outro, mas também (e principalmente) escolher o que e como utilizar o aparelho que eu comprei, e portanto é meu.

Pesquisas: porque não acredito totalmente nelas

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A todo segundo sai uma pesquisa, sobre qualquer coisa. Normalmente as pessoas acreditam no que elas dizem porque estão condicionadas a isso. Hein…como assim? Pesquisas de opinião, por exemplo, tentam retratar um todo partindo de uma amostra desse todo. Muitas vezes estão certas, mas em algumas vezes estão totalmente erradas. Já houveram casos em que pesquisas eleitorais davam a vitória a um candidato, e as urnas deram a outro.

Quando uma pesquisa sempre diz a mesma coisa, que às pessoas parece ser verdadeiro, elas acabam aceitando aquilo como correto (mesmo que não seja). E o resultado de uma pesquisa pode ser manipulado sem que efetivamente o seja!! Por exemplo: 30% dos donos de smartphones nunca instalaram nenhum aplicativo. UAU! Um número grande de pessoas possui um smartphone mas não o usa para nada além do básico.

Agora vamos inverter o resultado, sem mudar os dados: 70% dos donos de smartphones instalam aplicativos nos seus aparelhos. Mudou um bocado o resultado da pesquisa, não é?

Outro exemplo que podemos dar: o candidato A foi eleito com 45% dos votos. Se ele foi eleito, então é o representante da maioria, correto? Matematicamente falando não é bem assim….se ele recebeu 45% dos votos, significa que não recebeu os votos de 55%. Se minhas aulas de matemática não estiverem erradas, 55 é um número maior que 45. Isso não invalida a eleição do fulano, claro! Mas não significa que possui o apoio da maioria.

Tudo isso para comentar a pesquisa que saiu nestes dias dizendo que os aplicativos de iOS dão mais pau que os aplicativos de Android. A primeira pergunta que eu faço é bem simples: como chegaram aos números? Eu não sei como a coisa funciona no iOS, mas sei como é no Android!!! Quando um aplicativo dá pau o usuário tem a possibilidade de enviar ao desenvolvedor um relatório com o erro (na verdade vai para os servidores da Google, e o desenvolvedor pode ver isso por lá). Mas essa informação não é pública! Somente o desenvolvedor (e provavelmente a Google) podem ver esses dados!! Então como eles sabem que x% dos programas dão pau?

Não acho que a Google tenha liberado essa informação aos pesquisadores, e tampouco acredito que eles tenham contactado todos os desenvolvedores para coletar dados (eu não fui contactado). E mesmo que tivessem acesso aos dados, como ficam todos aqueles que têm problemas mas não enviam o relatório?

Então como eles fizeram? Perguntaram a usuários? Mas esses usuários correspondem a uma amostra real de todos os usuários?

Uma vez por semana, mais ou menos, sai um pesquisa dizendo plataforma X tem mais acessos à web que plataforma Y. Isso quer dizer que X vende mais que Y, ou apenas significa que os usuários de X acessam mais os sites pesquisados que os usuários de Y? Perceba: eu escrevi “sites pesquisados”, não a internet! Sim, porque a pesquisa pega uma amostragem de sites, não todos os que existem. Eu aposto que uma ínfima parcela dos acessos ao Market pela web venha de aparelhos com Android!

O motivo é simples: usuário de Android normalmente não acessa o Market pelo navegador, mas sim pelo aplicativo específico!

Pesquisas podem estar erradas, assim como os resultados podem estar manipulados, e dependendo de como a análise é feita, as conclusões podem levar as pessoas a acreditar em algo que é o oposto do que o resultado mostra.

Sobre os comentários no Market

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O Market possui alguns problemas, assim como tudo, já que nada é perfeito. Infelizmente os usuários muitas vezes colaboram para deixá-lo pior ainda!

Duas coisas na lojinha da Google deveriam ser um excelente indicador de qualidade, mas acabam mais atrapalhando que ajudando: a avaliação e os comentários.
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Porque os aparelhos não são atualizados

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Há algum tempo atrás a bambambam no mundo Android era a Motorola. E ela sofreu diversos ataques ao se recusar a atualizar alguns de seus aparelhos para as novas versões do sistema (na época era do Froyo pro Gingerbread).

Hoje em dia a empresa líder é a Samsung, e está sofrendo dos mesmos ataques ao declarar que não atualizaria alguns aparelhos (tipicamente o Galaxy S e alguns tablets), depois voltar atrás e dizer que faria a atualização, e agora declarar que não, não haverá sanduíche de sorvete para eles.

A origem do problema é até que relativamente simples de explicar, mas difícil de engolir.
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