Software

Desfragmentar meu celular? Não, obrigado!

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É incrível a cara de pau de alguns desenvolvedores. Segundo o Android Police surgiu na Play Store um desfragmentador de disco para o Android (não tenho como colocar o link porque ele já foi excluído da loja, ainda bem).

Para entender minha primeira frase acima é necessário antes entender o que é desfragmentar o disco. Imagine uma estante onde os livros são guardados. Com o tempo, ao tirar livros e colocar novos vão ficando buracos na estante. Para ocupá-los se começa a colocar partes de livros nos buracos, fazendo com que um pedaço do livro fique num lugar e outro pedaço em outro. Ao pegar um livro que está desmembrado é preciso se deslocar por vários lugares da estante para juntar os pedaços. Desfragmentar significaria juntar os pedaços dos livros e deixá-los juntos, no mesmo local da estante. Assim o trabalho de pegar um livro seria bem menor (e mais rápido).
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10 minutos com o Jelly Bean

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Depois que vi que seria muito fácil atualizar o Galaxy Nexus para o Jelly Bean, sem esperar pela atualização OTA da Google, resolvi arriscar. Essa facilidade foi toda proporcionada pelo ROM Manager. Basta ir na opção de baixar ROM do programa, selecionar a ClockworkMod, e finalmente Jelly Bean.

Importante: antes de mandar instalar tenha certeza de que o Clockwork Recovery está instalado! Do contrário o aparelho será reiniciado no modo recovery padrão, e não vai adiantar nada. No próprio ROM Manager você pode instalar o Clockwork Recovery.

Importante 2: precisará ter o bootloader do aparelho desbloqueado, assim como acesso de root!
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Um estudo sobre os vírus no Android

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Uma das regiões que mais causam controvérsia é justamente essa dos malwares. No mundo dos computadores todos sabem que o Windows, da Microsoft, é o que mais tem pragas virtuais e é o mais infectado. Há vários motivos para isso, mas principalmente o fato de ser o mais usado. Portanto é natural que o Android seja o mais visado, já que também é o mais usado.

Na época em que eu ainda usava o Windows (e passei por várias versões dele: 3.1, 95, 98, XP e Vista….o ME eu tive a sensatez de pular), nunca fui infectado por nenhum vírus. Nunca mantive um antivírus rodando o tempo todo. Tinha um instalado para verificar arquivos recebidos ou baixados. E só. Com o advento da conexão constante com a internet, minha única proteção passou a ser um firewall, e aquele que sempre me serviu muito bem: o bom senso. E olha que costumava frequentar lugares não muito saudáveis, como sites com cracks e afins.

Essa introdução toda para exemplificar o que? Simples: se o usuário tiver um mínimo de bom senso, e um pouco que seja de atenção, os riscos que corre são mínimos.

Dois membros do Departamento de Ciências da Computação da North Carolina State University fizeram um estudo sobre os malwares que afetam o Android, e chegaram a alguns números interessantes. Eles pegaram 1.260 amostras (ou apps), e destes 1.083, ou 86%, eram aplicativos legítimos que foram empacotados novamente com malwares. Algumas vezes esses aplicativos são publicados em lojas oficiais (já houve casos na Play Store), mas eu acredito que na maioria das vezes eles ficam naqueles sites mais obscuros que usuários que pensam ser espertos frequentam para pegar os aplicativos sem pagar.

Nesses malwares, algumas coisas foram descobertas:

  • 36.7% (pouco mais de 1/3) se utilizam de falhas no sistema para obter acesso de root
  • mais de 90% incluem o aparelho numa botnet, controlada pela internet ou por SMS
  • 45.3% das famílias de malwares possuem a capacidade de enviar SMS e fazer chamadas telefônicas (para números especiais que rendem dinheiro), sem o usuário saber
  • 51.1% dessas famílias roubam informações do usuário, como suas contas e mensagens de texto

Estes foram os percentuais de efetividade de cada um dos 4 programas antivírus testados:

  • AVG: 54.7%
  • Lookout: 79.6%
  • Norton: 20.2%
  • Trend Micro: 76.7%

Muito preocupante se o usuário acha que está seguro só em usar um desses programas. Note que no melhor dos casos, pelo menos um malware entre 5 escapou (no caso do Lookout, com quase 80%). No caso do Norton a coisa é catastrófica: 4 em 5 não foram detectados.

Segundo o estudo, que também analisou o desenvolvimento dos malwares, eles estão ficando cada vez mais sofisticados. Hoje em dia eles consultam servidores em busca de atualizações e conseguem se camuflar para evitar a sua detecção, por exemplo.

Para o usuário se proteger não precisa encher o aparelho com aplicativos de segurança (que pela efetividade demonstrada acima servem basicamente para deixar o sistema mais lento e a memória mais ocupada), nem ser paranoico na instalação de novos programas. Como disse lá no começo, bom senso é o termo mágico! Sempre se deve verificar algumas coisas, como quantidade de instalações, reviews dos usuários (as estrelinhas não contam muito, pois isso é muito subjetivo), outros aplicativos do mesmo desenvolvedor, e principalmente, mais do que tudo, as permissões que o aplicativo pede.

Eu mesmo já entrei em contato com os desenvolvedores de 2 aplicativos onde as permissões haviam sido alteradas e questionei sobre o motivo. Num dos casos o desenvolvedor tinha se enganado e imediatamente soltou uma nova versão sem as permissões. No outro caso ele disse que era em virtude de uma campanha com a Google e que a permissão (acesso total à internet) era necessária para fazer contabilizações. Não fiquei muito convencido, e até hoje não atualizei mais o aplicativo.

Como eu sempre digo: por que um papel de parede precisa de acesso ao GPS e à internet?

fonte: Android Authority

Por que o Android pede pra ligar o wi-fi ao acessar o GPS?

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A imagem ao lado já deve ter feito muita gente pensar no porque do aviso. A resposta curta é simples: fazer a localização de forma mais rápida.

Um aparelho de GPS padrão utiliza os sinais enviados pelos satélites orbitando a Terra para calcular o seu posicionamento. Mas ele não é rápido, pois os satélites não estão sempre no mesmo ponto, sendo necessário “buscá-los” primeiro. Internamente o aparelho guarda a última posição conhecida e os satélites que estava usando, por isso que depois de feita a localização, uma segunda tentativa logo depois dessa primeira e no mesmo local é bem mais rápida. Mas essa mesma localização, horas depois, pode demorar pois podem não ser mais os mesmos satélites que estão naquele local.
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Surpresa: seu app não funciona mais!

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Imagine que num belo dia você liga sua tv de última geração, 50 polegadas, LED 3D, tela super ultra mega master brilhante, fina e cristalina, e ela mostra uma mensagem dizendo que a partir do final do mês ela passará a exibir apenas a programação da TV Senado. O que você faria? Eu teria vontade de quebrar o aparelho na cabeça do presidente da empresa que a fabricou.

Então agora imagine abrir aquele aplicativo que você comprou na loja oficial, e se deparar com esta mensagem:

Pois é o que aconteceu com quem comprou o Rock Band na lojinha da Apple para suas iTranqueiras. O jogo simplesmente deixará de funcionar em 31 de maio. O motivo é até que compreensível (mas de forma alguma justificável, se é que esse é o motivo real….estou apenas cogitando): o jogo é de música, o que requer que suas músicas sejam licenciadas. E essa licença não é vitalícia. Ou o autor do jogo as licencia novamente (obviamente pagando por isso e certamente repassando o custo ao consumidor, obrigando-o provavelmente a pagar pelo aplicativo de novo) ou simplesmente “fecha as portas”.

Isso traz um aviso para muitos que pensam serem donos dos programas que compram: não se iluda! O que você comprou foi uma licença de uso, não o programa em si. O único caso em que você é dono do programa é se tiver o código fonte dele em mãos também (pois a partir dele você pode recompilar e ter o programa de novo).

E o que isso tem a ver com o Android? Tudo!!!! O que garante que aquele programinha pelo qual você pagou alguns obamas continuará na Play Store quando você comprar o seu próximo Android, para ser reinstalado?

Em tese a boa vontade do desenvolvedor. Na prática, nada! Já houveram casos de aplicativos que sumiram da loja da Google, como emuladores (alguns pagos).

Claro que o usuário sempre poderá baixar os programas de outras fontes…..mas cá entre nós: se a Play Store não é 100% confiável quanto à presença de malwares, imagine a segurança um site hospedado no interior da Rússia!

Para evitar o problema de não conseguir mais achar aquele app, no Android a solução é relativamente simples: habilite o root no seu aparelho e copie o apk para outro lugar. Ou mais simples ainda: tendo um aparelho com root e use o Titanium Backup.

Atualização: segundo o Android Community, a EA voltou atrás, dizendo que a mensagem foi enviada por engano, e que o jogo continuará funcionando depois da data. Ahã….engano…..sei, sei….

O que um aplicativo sem permissões pode acessar

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Um grupo de pesquisadores resolver investigar o que um aplicativo que não pede permissão alguma consegue acessar no Android. Há algumas coisas interessantes.

A primeira coisa que consegue acessar é o cartão de memória. Tudo que está nele! Isso é perfeitamente explicável: na esmagadora maioria dos aparelhos o cartão de memória fica disponível para acesso externo, como se fosse um pendrive. Isso implica em que ele não pode ter métodos de proteção mais sofisticados pois se assim fosse não seria possível acessá-lo sem ser no aparelho! Simples assim.

Claro que isso pode ser um problema se algum aplicativo guardar alguma informação mais sensível por ali.

O aplicativo também tem acesso ao diretório /proc. Esse diretório é um local especial pois é utilizado para que aplicações conversem com o kernel e peguem informações dele. Ali é possível ler, por exemplo, o Android ID (um número gerado pelo sistema e que normalmente fica o mesmo pelo resto da vida, a menos que um reset no aparelho seja feito) ou a versão do sistema rodando. Não são informações críticas ou preocupantes, até porque isso é inerente ao Linux (vamos lembrar que o Android é, no fundo, um Linux).

E a última informação que o app pode ver é a lista de aplicativos instalados no aparelho. Isso é feito acessando o arquivo /data/system/packages.list. Essa informação por si não oferece risco algum. O problema começa quando algum aplicativo instalado possuir alguma falha de segurança que possa ser explorada. Ao verificar que determinado programa está instalado, e sabendo da falha que ele possui, um app malicioso poderia provocar danos.

Nenhum desses acessos, por si, são danosos, pois mesmo que o aplicativo tenha acesso a algo mais restrito (digamos que ele pudesse ler o IMEI, coisa que não consegue), ele nada poderia fazer com a informação sem acesso à internet (e isso precisa de uma permissão específica). Mas se algum aplicativo com vulnerabilidade conhecida estiver instalado, aí a coisa pode complicar…

Não consigo imaginar um motivo para que o arquivo com os apps esteja disponível para todos, mas essa informação de qualquer forma está disponível para o desenvolvedor através da API do próprio Android.

É possível dizer que no fundo não há problema de segurança nesses dados que estão disponíveis, mas sim que os desenvolvedores precisam tomar cuidado ao fazer suas aplicações para não deixá-las com vulnerabilidades e também cuidado onde guardam informações sensíveis.

fonte: Leviathan Security Group, via Android Central

Google Currents: instale já!

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Se você gosta de ler no seu celular ou tablet, e principalmente ler RSS (aquela coisa bacana que permite baixar o conteúdo dos textos publicados em blogs e notícias no seu aparelho ou computador, e que é usado pelo Google Reader), o Google Currents será seu melhor amigo a partir de hoje.

O aplicativo pega os textos de um blog, por exemplo, e o transforma numa revista eletrônica, deixando tudo mais bonito. Isso, claro, se o próprio blog já não estiver formatado para aparecer legal no Currents!
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Aplicativos gratuitos gastam mais bateria. Cadê a novidade?

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O assunto do momento é esse que está no título. E o questionamento é feito por mim mesmo. Basta pensar um pouquinho para saber que um aplicativo gratuito que exiba propaganda vai consumir mais bateria que o mesmo aplicativo sem banner.

Os motivos são simples: para exibir um banner é preciso uma conexão com a internet. E isso gasta energia. Se a conexão disponível for em 3G, mais energia ainda. Muitas bibliotecas de propaganda usam informações a mais para tentar personalizar mais ainda o banner, como geolocalização (usando o GPS, e adivinha? Mais bateria!).
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Para os fãs da N.F.L., dois bons jogos no seu Android

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Sempre achei que jogos de esportes em celulares (ou até consoles) eram muito complicados! No futebol da bola redonda há dezenas de controles que você precisa lembrar: é um pra passar, um pra chutar ao gol, outro pra lançamentos, driblar, correr, saltar, dar cambalhota, triplo mortal carpado, e por aí vai. Fazer isso num celular então eu acho inviável.

De vez em quando a Google faz algumas promoções de apps, como aquela dos 10 bilhões de downloads onde a cada dia alguns programas eram vendidos a U$0,10, e mais recentemente para comemorar a estreia do Google Play colocaram alguns a U$0,40. Eu acabei comprando dois jogos: o NFL Rivals (na promoção do bilhão) e o NFL Flick Quarterback (na do Play).
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O Android é seguro…o FBI garante!

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Já muito se falou sobre segurança nos aparelhos com Android, de como existem malwares por aí e de como alguns programas agem de forma errada. Até casos de falsa falta de segurança pipocam de vez em quando.

A notícia de hoje é justamente o contrário: mostra o quão seguro um aparelho com Android pode ser! O FBI, a toda poderosa Polícia Federal dos Estados Unidos, não consegue acessar os dados que estão no celular de um detido. Ele usou algum tipo de magia negra no aparelho? Não….ele simplesmente colocou um padrão de bloqueio como forma de desbloquea-lo. E o FBI não conseguiu descobrir qual é esse padrão, fazendo tantas tentativas que acabaram por bloquea-lo definitivamente. Agora ele só pode ser desbloqueado usando as informações do dono (usuário e senha).

Só que o dono não quer cooperar…por motivos mais do que óbvios.

O FBI entrou em contato com a Google (leia-se pediu um mandato judicial) para que revelasse o nome do usuário e senha, de forma a poder ter acesso aos dados no aparelho (informações de GPS, mensagens de texto, histórico de navegação, histórico de chamadas, etc.).

Claro que o rapaz não é alguém de muita confiança, visto que já possui ficha criminal e estava inclusive em liberdade condicional. E foi detido suspeito de continuar achando sua vida um perfil de GTA. Mas serve para mostrar que o Android não é assim tão inseguro quanto muitos querem fazer parecer.

fonte: Ars Technica, via Android Community

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