Acredito que a coisa que mais se ouve e lê a respeito do Android seja uma tal de liberdade do usuário. O que exatamente ela é? Várias coisas, dependendo inclusive de qual usuário estamos falando.

Para um usuário padrão, que no máximo instala aquele joguinho bacana da Play Store ou aquele aplicativo que todo mundo fala mas que nem lhe é útil, essa liberdade é justamente isso: instalar o que quiser a partir da Play Store (e de fora dela também, sem necessidade de hacks!). Se não estiver contente com o navegador nativo do aparelho, basta ir até a lojinha e instalar o Firefox, ou Chrome, ou Opera, ou Dolphin. E deixá-lo como navegador padrão do sistema. Até não muito tempo atrás a Apple não permitia em sua loja aplicativos que fizessem o mesmo que os nativos do iOS, com a desculpa de “duplicidade de funções”. Você não podia instalar outro navegador, outro discador….

Caso o usuário seja do tipo fuçador, pode instalar em seu aparelho versões alternativas do sistema operacional, ou estender suas capacidades transformando-o num aparelho multiusuário, por exemplo.

E se for um desenvolvedor? Significa utilizar toda a potência do sistema operacional, sem ter acesso limitado ou possibilidades negadas. A Apple coloca no iOS diversas API’s (bibliotecas compartilhadas utilizadas nas aplicações) que os desenvolvedores não podem utilizar…apenas ela! E caso algum aplicativo as utilize, ele é negado na App Store ou retirado de lá (caso já tenha sido autorizado).

A Microsoft está tomando o mesmo caminho. No Windows para plataforma ARM (grande parte dos smartphones hoje existentes), ela fez com que o seu navegador (Internet Explorer) tivesse acesso direto ao sistema operacional, enquanto que os concorrentes precisam usar as API’s disponibilizadas, o que faz com que o IE tenha diversas vantagens. Isso gerou reclamações da Google (que faz o Chrome) e da Mozilla (que faz o Firefox).

Liberdade não é apenas poder escolher entre um fabricante e outro, um modelo e outro, um formato e outro, mas também (e principalmente) escolher o que e como utilizar o aparelho que eu comprei, e portanto é meu.